Processo criativo e método de trabalho

Capicua

90

Como se faz nascer e crescer uma ideia? Quais os caminhos que percorre até desaguar em público? Letras, canções, espetáculos, vídeos, crónicas, só se concretizam com inspiração e trabalho. Como explicar os mistérios da sua construção? Capicua fará o exercício de analisar os seus próprios processos criativos, para tentar ensinar alguns segredos e truques.

Esgotado

«Processo Criativo e Método de Trabalho» é uma oficina de quatro aulas em que Capicua fará o exercício de explicar os seus processos criativos. O desenvolvimento de uma ideia, a construção do projeto e sua tradução em escrita, para terminar na concretização e apresentação pública do que foi gestado. A intenção é dar algumas pistas de como desenvolver um projeto criativo, livre e intuitivamente, mas de forma produtiva e organizada, tendo como base a sua experiência na escrita de letras, canções e crónicas, na conceção de espetáculos e videoclipes, bem como na colaboração com vários artistas (músicos, designers, videastas, ilustradores) no sentido de fazer crescer as ideias e apresentá-las em público.

Programa

  • Puxar o fio da ideia. Os mistérios da inspiração, o desenvolvimento do tema (pesquisa, escolha da abordagem, definição de conteúdos). O embrião do projeto.
  • Arregaçar as mangas. O processo criativo, a importância do diário de projeto, métodos de trabalho e organização. A construção do projeto.
  • Pôr as mãos à escrita. As técnicas de escrita (para rima e prosa) de Capicua, a importância dos «impactos» e caminhos para os encontrar. A alma do projeto.
  • O embrulho final. A importância de colaborar com outras artes e artistas, a apresentação do trabalho ao mundo e seus recomeços e desdobramentos. A concretização do projeto.

Quando

Datas: 14 de outubro a 4 de novembro (quintas-feiras)
Horário: 18.30 às 20.30
Duração total: 8 horas

Sobre o Especialista

  • Capicua

    Capicua nasce no Porto nos anos 80, descobre a cultura Hip Hop nos anos 90 (primeiro pelo Grafitti e depois pela música), passando de mera ouvinte a aprendiz de Rapper nos anos 00. Socióloga de formação, considera-se uma rapper militante e é conhecida pela sua escrita exímia, emotiva e politicamente engajada. 

    Com uma vasta discografia, conta já com um percurso sólido no panorama da música lusófona: duas mixtapes (Capicua Goes Preemo — 2008 e Capicua Goes West — 2013), dois álbuns em nome próprio e um disco de remisturas (Capicua — 2012, Sereia Louca — 2014 e Medusa — 2015), um disco-livro para crianças em parceria com Pedro Geraldes (Mão Verde — 2016) e um disco luso-brasileiro partilhado com Emicida, Rael e Valete (Lingua Franca — 2017). 

    Na última década, tem somado intensos e participados concertos, conquistando um público muito diverso e o reconhecimento da crítica, contribuindo sempre para a destruição dos estigmas associados ao Rap no nosso país. Apologista da espotaneidade e cultivando uma clara atitude feminista, tem acumulado colaborações com vários artistas (de Sérgio Godinho a Sara Tavares), bem como diversas conferências, workshops e projetos sociais (como o OUPA, em que trabalhou durante quatro anos consecutivos a convite da Câmara Municipal do Porto). De assinalar é também o seu aclamado percurso como letrista (para intérpretes como Gisela João, Aline Frazão, Ana Bacalhau, Marco Rodrigues ou Camané) e a sua atividade como cronista na revista Visão.

    Comandante da Guerrilha Cor-de-Rosa, muito se tem dedicado a estimular outras mulheres a construir carreiras longevas e ativas no panorama Hip Hop nacional, provando consistentemente que MC quer dizer Maria Capaz! 2020 começa com novo álbum e nova tour. A Madrepérola chegou! Corações ao alto!

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